9/28/2008

Existir vs viver



Não sei se vivo mas existo,
Nao sei se opto ou se evito.
Sei sim que caio ou tropeço,
Que destruo e recomeço.

Que quebro barreiras e muros,
Que já não em escondo em sítios escuros,
Que crio e recrio o que sou,
Que avanço espectante para onde vou!

Sei o amargo e o doce do que é existir,
Conheço a lágrima e o sorrir,
Sei o quanto me fiz a mim próprio crescer
Mas será que no meio de tudo... sei o que é viver?

9/25/2008

Dias maus

Claramente ando com fala de sorte nestes dias... depois de discussões em que não houve nenhuma resolução (a não a ser a minha de não insistir em assuntos irreconciliáveis); depois de ver os meus óculos partidos num sítio que além de não ter arranjo, revela a qualidade fraca da armação; depois de dias em que faltaram pacientes e pacientes; o apoio que esperava de uma única pessoa não chegou! Nem sequer houve um anuir de cabeça a fazer sinal que me estava a ouvir... E isso entristece-me.

No fundo, somos seres que buscam a empatia, o entendimento e a compreensão mútua... Acho que todos nós, mesmo que não o queiramos admitir, buscamos alguém não só que retribua o nosso amor mas também que esteja disponível para nos ouvir e nos dizer que está tudo bem. Alguém que "goste de nós pelo que somos" (o que quer que isso seja) e que nos dias maus saibam exactamente o que fazer para as nuvens se dissiparem e o dia brilhar novamente...

A única compensação num dia mau é saber que amanhã o dia será melhor pois quando um dia é realmente mau... o dia a seguir só pode ser bom não é?

9/05/2008

Palavras não ditas

Muitas vezes sou "brutalmente sincero"... Não tenho aquele filtro no pensamento: "Não deves dizer isso, diz de outra forma...!. As pessoas mais próximas dizem que sou bruto que nem uma porta mas não me incomoda nada, com o tempo percebem que não o faço por mal, apenas me falta o filtro.

Independentemente disso sei de quase tudo o que se passa à minha volta e a maior parte das vezes apercebo-me do que as pessoas dizem e realmente fazem e da discrepância que há entre as duas coisas! Porque será então que de vez em quando o filtro funciona? Estarei a tornar-me menos bruto? Ou será que a maior parte das vezes estava errado em afirmar aquilo que penso e entendo (que é muito pouco)? Aos poucos vejo o tempo a passar e as palavras a escaparem quando mais achava ser necessárias mas o tempo logo dirá o que isso fará do que sou e do que serei no futuro...